Artigo

Novo-outro-ano de empreendeDORismo

“A felicidade é uma borboleta que, sempre que perseguida, parecerá inatingível; no entanto, se você for paciente, ela pode pousar no seu ombro.” Nathaniel Hawthorne.

O LinkedIn me lembrou (hoje?) que há um ano eu optava por empreender, de novo - e digo "de novo" porque passei por experiência similar, ou, diferente, será? - há que compararmos? - enfim, em 2013.

Neste um ano, aprendi muito, me tornei outra pessoa, sofro todos os dias por alguma decisão que preciso tomar, mas in the end me percebo alegre por viver tentando, tentando, tentando.

Em mais um aniversário da minha Coragem, grande companheira, me permito falar dos percalços, porque da parte boa, muito se propaga. Então, se queremos mesmo vulnerabilidade, permitam-me:

  1. Pedir demissão não foi um "foda-se, joga tudo para o alto e larga"; mas uma manobra para mudar a rota, deixar a maturidade se expressar e dizer a que veio.
  2. "Empreender" tem sido um "respirar e sentir" diferente em todos os momentos: todos, porque até a experiência mais cotidiana, como ir à academia muda quando, depois dela, você passa a, se quiser, poder dormir no meio da tarde, almoçar às 15 horas, tomar café as 10:30; ou simplesmente não comer: inconscientemente, seu dia a dia passa a ser olhar as pessoas sob outra ótica, interesse e premissas e se permitir ter uma súbita inspiração às duas da manhã.
  3. Ao longo deste ano, almocei muitas vezes pensando se aquela experiência era gasto, investimento, nada, ou tudo. Desapeguei da enorme lista de débitos em vermelho no extrato bancário, senti um frio-calor - aliás, este ainda sinto - mas me permiti ressignificar o que é o crédito e, perdão pelo trocadilho, passei a creditar, a cada escolha, que débito mesmo é viver presa a estas listas que nos impedem de renunciar de nós mesmos.
  4. Falando nisso, a liberdade tem preço e custa caro. Mas prestar um desserviço a si mesmo é divida eterna, porque para o tempo não há moeda de troca: ou foi feito ou não foi feito, exato como matemática.
  5. Aliás, incalculável é o valor emocional de ser feliz. Este também custa e os itens não planilhados são muitos, mas o peso de abrir mão da agenda, dos amigos, dos hábitos, da família e da rotina te cobram numa proporção maior que bitcoin, por outro lado, o ROI é imponderável, avassalador, ida sem volta.
  6. Definitivamente, não é fácil. O caminho é longo e traz distrações. Você precisa estar muito disposto a conectar com suas verdades e encará-las. Talvez ninguém saiba, mas dormir não vai ser tão fácil. É um espelho interno, profundo, que reflete escuridão e só você, mais ninguém, pode enxergar que o tamanho da sombra depende da sua própria luz.
  7. Nos dias de inverno, as dificuldades parecem aumentar. Fica difícil sair de casa, não há café suficiente que te faça esquentar. O home office, que antes era um benefício e privilégio, passa a ser uma péssima ideia: não existo sem compartilhar, me relacionar, interagir.

Das dores do empreendeDORismo, escolho todas, porque são elas que me trazem, cada vez mais, o poder da (auto) confiança e do amor - amor por quem sou, quem pretendo ser, pelo que almejo construir, para mim e para o mundo.

Empreender não é ter um CPF atrelado a um CNPJ: é um estilo de vida!

E, nesta escolha de "esculpir-me", me reenergizo na literatura, no esporte e na alegria da leveza. Até porque, como diria Charles Chaplin, "tudo depende só de mim".

Babi

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